A temporada de 2026 começa com uma demonstração de força nos bastidores do Ninho do Urubu que poucos clubes na América do Sul poderiam replicar. O Flamengo definiu que Emerson Royal e Jorge Carrascal não estão à venda. A decisão da diretoria não é apenas uma medida administrativa, mas um recado claro ao mercado internacional de que a Gávea deixou de ser apenas uma vitrine para se consolidar como um destino final de carreiras vitoriosas. O Flamengo inverteu a lógica do mercado: o clube não precisa vender para sobreviver, precisa manter para conquistar.

O assédio foi real e pesado. Clubes da envergadura de Juventus, da Itália, Newcastle, da Inglaterra, e o Olympique de Marselha, da França, tentaram abrir conversas pelo meio-campista colombiano e pelo lateral-direito brasileiro. Em outros tempos, ou em outros clubes do Rio de Janeiro, propostas vindas da Premier League ou da Serie A italiana causariam um desmanche imediato no elenco. No Flamengo atual, a resposta foi negativa e imediata. A diretoria estabeleceu uma única condição para a saída: o desejo expresso do atleta. Como nem Royal e nem Carrascal manifestaram interesse em abandonar o projeto rubro-negro, as portas foram fechadas para os europeus.

Essa postura reflete a saúde financeira e a ambição esportiva do clube para 2026. Manter jogadores que acabaram de vencer a Libertadores e o Brasileirão é a prova de que o foco é a hegemonia contínua. A adaptação rápida da dupla ao Rio de Janeiro e ao calor da torcida no Maracanã pesou na balança. Ambos chegaram na janela de meio de ano de 2025 e, em pouco tempo, entenderam o tamanho da responsabilidade e da glória que é vestir o Manto Sagrado. Para Filipe Luís, ter a garantia da permanência dessas peças é fundamental para o planejamento tático.

Emerson Royal, embora enfrente a concorrência de Varela pela titularidade absoluta na lateral direita, oferece uma consistência defensiva e uma força física que são vitais para o calendário exaustivo do futebol brasileiro. Já Carrascal provou ser muito mais do que uma sombra para Arrascaeta. A capacidade do colombiano de atuar ao lado do camisa 10 uruguaio oferece variações táticas que tornam o Flamengo imprevisível e letal.

A reta final de 2025 mostrou que a coexistência dos dois meias é não apenas possível, mas extremamente produtiva. O planejamento para 2026, com a reapresentação marcada para 12 de janeiro no centro de treinamento, parte de um patamar elevado. Enquanto rivais buscam reforços desesperadamente para cobrir lacunas, o Flamengo se dá ao luxo de negar dinheiro europeu para manter a integridade do seu plantel campeão.

A mensagem passada aos torcedores e aos adversários é de estabilidade e poder. O Flamengo entra em 2026 não para reconstruir, mas para ampliar seu domínio. A permanência de Royal e Carrascal simboliza a vitória do projeto esportivo sobre o lucro imediato.

O torcedor pode ficar tranquilo, pois a espinha dorsal que levantou taças recentes continuará desfilando sua categoria nos gramados do Brasil e da América do Sul. A gestão rubro-negra entende que títulos trazem mais valor à marca do que vendas pontuais, e essa mentalidade vencedora é o que separa o Flamengo do restante do continente.

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Jornalista profissional com registro no MT e atuação desde 2019, une a técnica da comunicação com a paixão de quem é flamenguista de coração. Desenvolvedor web desde 2007 e especialista em estratégia digital, traz para o Fla Data os bastidores, a análise tática e a opinião real da Nação Rubro-Negra. No comando do canal Fladatanoticias, dedica-se a levar informação direta e sem filtros para o maior público do mundo.